Uma breve introdução à história da Pickcells

18 de junho de 2020

A Pickcells surgiu a partir de uma dissertação de mestrado e, não diferente de tantas outras startups, propõe a resolução de problemas que ninguém ainda havia parado para solucionar: o alto custo, lentidão e acurácia de exames laboratoriais. Tudo isso com uma única solução: inteligência artificial e automação para exames laboratoriais.

Não é difícil de imaginar o potencial e várias vertentes que essa tecnologia pode alcançar, mas a Pickcells achou por certo impactar a saúde do Brasil e do mundo. Além da área de saúde ter uma enorme gama de problemas para serem resolvidos, a Pickcells escolheu seguir também esse caminho, por também oferecer oportunidades de impacto social.

O Day One

Em meados de 2014, André finalizava a sua dissertação de mestrado, achando que sua pesquisa não merecia terminar ali, convidou Paulo, Rodrigo e Allyson para um almoço, a fim de apresentar o que havia desenvolvido, e perguntar quais eram as chances de sua pesquisa se transformar em negócio. Os quatro concordaram: as chances eram bem grandes.

Rodrigo Paiva (CTO), Paulo Melo (CEO) e André Caetano (Cientista)

Pode se dizer que o day 1 da Pickcells foi aquele, porém, os quatro empreendedores tinham outras prioridades profissionais na época, e a Pickcells acabou ficando como side project por dois anos. Até que, no final de 2016, firmou-se uma parceria com o LACEN, onde seria possível validar o protótipo da solução que eles tinham na época.

Parceria com LACEN

Tratava-se de uma inteligência artificial que identificava ovos de Schistosoma e alguns outros parasitas. Certos que já tinham uma solução pronta para o mercado, levaram o protótipo para validação com os biomédicos do LACEN, mas a história ficaria muito curta e sem emoções se tudo tivesse ido bem.

Entrando na realidade do cliente (ou seja, validando)

O protótipo que eles haviam desenvolvido lia apenas 4 dos 10 parasitas que teriam que ser lidos em um exame parasitológico, além disso, a qualidade da imagem precisaria ser melhorada para que fosse melhor que a do microscópio tradicional.

O que muitos poderiam considerar um banho de água fria, foi na verdade a faísca que faltava para que os fundadores promovessem a Pickcells de side project para main project.

Primeiro dia no Coworking Jump

A parceria com o LACEN, que dura até hoje, foi extremamente importante para a história da startup, foi a partir dessa validação que percebeu-se o que era necessário para transformar o protótipo em um produto que atendesse as necessidades do mercado.

Eles já sabiam os pontos a serem melhorados, mas precisavam de recursos. Inicia-se então, a fase em busca de visibilidade e investimentos.

Do primeiro prêmio ao primeiro investimento

Era preciso dinheiro. Para isso, começou a grande corrida por visibilidade, a fim de conseguir investimentos e então assim, tocar a startup para frente.

2017 foi o ano dos prêmios: a Pickcells saiu no ranking da 100 open startups BrasilPrêmio de melhor startup de saúde e impacto social pela Inovativa Brasil e Startup destaque no programa Artemisia Lab Saúde e bem estar. Este último abrindo a porta mais importante para a Pickcells até então: O primeiro investimento.

O primeiro contato do Sabin, quinto maior grupo de laboratórios do Brasil, foi no evento da Artemisia que, em 2018, tornou-se o primeiro investidor, sendo a Pickcells, também, a primeira startup a ser investida pelo grupo. O Sabin não só investiu financeiramente na Pickcells, como também abriu as portas do laboratório para cooperação técnica.

Ainda em 2018, a startup recebeu investimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento junto com o Instituto de Cidadania Empresarial, FORImpact e da Finep Startups. Todos eles de extrema importância na preparação do produto e da equipe para a entrada no mercado.

Além dos prêmios e investimentos, foi destaque no 100 startups to watch pela Pequenas Empresas Grandes negócios, também em 2018.

O céu não é o limite

A Pickcells vem cumprindo a missão a qual se propôs, a nossa Inteligência Artificial está sendo ensinada e melhorada cada dia que passa por uma equipe de pessoas extremamente capacitadas.

Estão sendo desenvolvidas soluções para o melhoramento de exames de análises clínicas, reconhecimento de imagens, em parceria com o Neurotech e soluções para análises em entomologia, este último já disponível para venda no mercado.

A Pickcells não se limita apenas levar soluções para o mercado de saúde, o potencial da tecnologia que está sendo desenvolvida transcende o mundo dos negócios, é propósito da startup causar impacto social, levando saúde de baixo custo para camadas mais carentes do mundo. Recentemente, parte da equipe da Pickcells foi para o Malawi em parceria da Unicef e a Universidade da Zürich, para trabalhar com reconhecimento facial das crianças africanas.

André Caetano no Malawi

Então, quer dizer que o céu é o limite para Pickcells? A resposta é não! Paulo (CEO) costuma dizer que no futuro a Pickcells irá para marte junto com Elon Musk, para fazer exames laboratoriais por lá. Não é de se duvidar que isso vá acontecer de verdade. A Pickcells já provou do que é capaz, mas mais do que isso, ela provou que é necessária e que fará a diferença!

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