Por que contar ovos de Aedes Aegypti é tão importante?

18 de junho de 2020

Não é novidade que o Brasil sofre muito com as doenças causadas pelo o mosquito da dengue. Em 2016, o mosquito levou R$ 2,3 bilhões do PIB nacionalem 2018 o ministério da saúde registrou 54.777 caso prováveis de dengue e 23 mortes.

Já é muito difundida as medidas básicas de combate ao mosquito: não deixar água parada exposta, recolher lixo, tampar reservatórios de água, etc, mas você sabia que contar os ovos do mosquito da dengue também é muito efetivo?

Pois bem, apresento para vocês a ovitrampa:

A ovitrampa é uma armadilha que simula o ambiente perfeito para a fêmea de Aedes Aegypti depositar seus ovos, ele é escuro, tem água limpa, uma superfície rugosa para ela depositar os ovos e uma substância larvicida que a atrai para a armadilha. A ovitrampa é tão atraente, que se um pneu com água parada estiver ao lado dela, o mosquito certamente irá preferir a armadilha. (veja mais aqui: http://aedesdobem.com.br/ciencia/como-medir-uma-populacao-de-aedes-aegypti/)

Segundo os agentes de saúde, é mais fácil conseguir a colaboração dos moradores para colocar a ovitrampa, do que evitar água parada em suas residências. Sendo assim, as ovitrampas são colocadas em residências, registradas por bairro ou distritos e recolhidas depois de 15 dias, antes que os ovos eclodam. As palhetas são analisadas e os ovos contados em laboratórios de saúde das prefeituras.

A contagem é extremamente importante, pois as ovitrampas das regiões com maior número de ovos recebem atenção especial em campanhas de combate ao mosquito.

“Em 2010, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou uma pesquisa na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco, com alunos de 17 escolas públicas. Eles instalaram cerca de 6 mil ovitrampas pela cidade e, com a coordenação de pesquisadores da Fiocruz e médicos da secretaria estadual de Saúde, retiraram do ambiente mais de 3 milhões de mosquitos.” (Extra Globo, 2018)

Em uma cidade da Argentina, o uso de ovitrampas em conjunto com campanhas de conscientização da população praticamente erradicou os mosquitos.

Hoje em dia, os ovos são contatos com auxílio de microscópios, um por um, por profissionais de saúde. O que é uma atividade operacional, repetitiva, demorada, suscetível a erros, mas muito, muito importante no combate da dengue, além de ser uma solução barata e sustentável.

Ovos de Aedes Aegypti visto através de um microscópio

Os agentes de saúde passam horas dedicados à contagem de ovos, quando poderiam estar dedicados à pesquisas científicas e, claro, às campanhas de combate, que é o principal objetivo a ser alcançado na contagem de ovos e que precisa de humanos a frente disso.

A PickCells tomou conhecimento desse problema e utilizou a Inteligência Artificial especializada em leituras de padrões de imagem e desenvolveu um device que faz o trabalho operacional, demorado e repetitivo, com mais eficiência e segurança. O chamamos de MAIA Entomologia.

Destaco aqui, que o objetivo da nossa solução é potencializar as campanhas de combate ao mosquito, colocando a máquina para fazer o trabalho repetitivo, e deixar os humanos disponíveis no combate direto do mosquito.

Além disso, nem todas as cidades do Brasil possui um laboratório que pode fazer a contagem dos ovos, outro problema que o MAIA pode solucionar, já que o microscópio da PickCells é pequeno, de fácil transporte e não precisa da estrutura de um laboratório inteiro para ser operado. O MAIA pode ser levado para cidades mais remotas para que as leituras sejam feitas por lá.

O Centro de Vigilância Ambiental do Recife já usa dois MAIAs no auxílio nas campanhas em combate do mosquito e o objetivo é implementar isso em todos os países que sofrem com o Aedes Aegypti.

A presença do Aedes Aegypti está em 121 países, o combate contra ele é urgente e a PickCells se orgulha muito em poder contribuir para isso.

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